fev
19
2016

A arte de ser viajante

Cerejeiras japonesas? Não, Ipês sul-mato-grossenses. <br>Foto: Débora BordinCerejeiras japonesas? Não, Ipês sul-mato-grossenses. |Foto: Débora Bordin

Viajar é uma das melhores coisas da vida. Conhecer lugares, pessoas, culturas é sempre revigorante e enriquecedor. Mas isso é a minha opinião. Tem gente que prefere ficar em casa e seguir a rotina que, aliás, também tem lá seu mérito… cada um na sua. Mas o assunto aqui é sobre turismo. Seja ele ali no bairro ou lá do outro lado do mundo. O importante é viajar na maionese e nada de rotina.

Falando em viajar na maionese, você já parou para pensar no tanto de lugares que existem para conhecermos nesse mundo? E nem estou falando do Uzbequistão não. Estou falando de coisas muito próximas. Eu, por exemplo, moro em Campo Grande e já fui até para o Japão, mas nunca fui à Assunção, ali no Paraguai.

Nem preciso ir tão longe… vamos lá: já fui para o Japão e nunca fui para Alcinópolis. Sabe onde fica? É uma cidadezinha ao norte de Mato Grosso do Sul que tem um sítio arqueológico (isso mesmo), com inscrições rupestres datadas de milhares de anos. E isso é aqui. Em Mato Grosso do Sul. Tem muito gringo que faz questão de ir a Alcinópolis conhecer o lugar, fazer trilhas pelos parques e ver o Sol se pôr dos belíssimos mirantes.

                  Inscrições rupestres em Alcinópolis (MS)

Ok, você não curte trilhas e vida selvagem, etc, etc. Mas você pode conhecer a sua própria cidade e arredores. Em Campo Grande mesmo tem bastante lugar que aposto que você não conhece. Para quem gosta de turismo cultural, tem um Centro de Tradições Nordestinas periodicamente com shows e culinária típica.

Tem Centros de Tradições Gaúchas, com danças e músicas lá da terrinha. Tem restaurantes de várias nacionalidades para quem gosta de turismo gastronômico. Para o turismo de experiência tem o CRAS –Centro de Reabilitação de Animais Silvestres- cheio de bichinhos em recuperação loucos por atenção e carinho. Tem o próprio Parque das Nações Indígenas para o turismo de contemplação onde o visitante fica em meio à natureza, isso no centro de uma capital. E por aí vai…

 Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande (MS)

É essa a arte de ser viajante, não apenas turista. Quem gosta de viajar não dá a desculpa da crise econômica ou da falta de feriado prolongado. Quem é viajante pega uma carona ou a bicicleta e vai para Piraputanga comer um peixe feito pela população local, tira um selfie e ainda faz inveja para quem está lá em outro lugar, louco pra sair da rotina. Louco para ser um viajante.

 

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Sobre o autor: Débora Bordin

Tenho mais (bem mais) de 30, sou jornalista (diplomada), radialista, blogueira, especialista em comunicação empresarial e de turismo sustentável, sagitariana, corintiana, matucha-pantaneira-carioca e turista. Apesar de tudo isso, uma boa moça.

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