abr
9
2013

Escola de samba, suor e feijoada!

Quadra da Portela (foto: Luiz Reis)

Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É o que diz a música “Samba da minha terra”, do baiano Dorival Caymmi. Apesar de não ser o berço do samba, não se pode negar que esse ritmo é a cara do Rio de Janeiro. E é numa quadra de escola de samba que o bicho pega…

Pensa num clima de euforia e alegria! Só mesmo quem é ruim da cabeça ou doente do pé não consegue entrar no clima. E como não tem jeito de não suar, em algumas quadras tem até ar-condicionado pra aliviar o calor, rsrs. Eu já tive o privilégio de conhecer quatro quadras de Escolas de samba no Rio: Salgueiro, Mangueira, Estácio de Sá e Portela, nessa ordem. Sou Salgueirense desde criancinha, mas fui feliz em todas elas. Acredito que quem visita o Rio, merece conhecer uma quadra pelo menos uma vez. Escolha a sua e a tenha certeza que será muito bem recebido, pois quem está lá na organização é quem ama a quadra como sua própria casa. E eles fazem questão de que você também se sinta assim.

A maioria delas oferece feijoada em alguns finais de semana agendados. Além da comida ser uma delícia, a cerveja é sempre gelada e a alegria garantida. Saiba um pouquinho da história das agremiações que conheci e pense com carinho em colocar alguma delas (ou todas) no seu roteiro de viagem quando vier ao Rio. Recomendo:

G.R.E.S Acadêmicos do Salgueiro
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro é uma das mais populares do Rio. Fundada em 5 de março de 1953 a partir da união de duas escolas do Morro do Salgueiro:
Azul e Branco e Depois eu Digo. O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira e nos anos seguintes a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque. Mas foi em 1958, sob a presidência de Nélson Andrade, que a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente. Leia mais AQUI.

G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira é uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro e uma das mais populares do mundo. Foi fundada em 28 de abril de 1928, no Morro da Mangueira, próximo à região do Maracanã por Carlos Cachaça, Cartola, Zé Espinguela, entre outros. A Mangueira foi a escola que criou a ala de compositores e a primeira a manter, desde a sua fundação, uma única marcação do surdo de primeira na sua bateria. Leia mais AQUI.

G.R.E.S Estácio de Sá
A Estácio (Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá) é considerada a primeira escola de samba do Brasil. Em meados de agosto de 1927 nasceu a Deixa Falar, criada por uma turma de bambas como Ismael Silva, Bide, Marçal, Baiaco, Brancura e Mano Edgar. Eles costumavam se reunir na subida do Morro de São Carlos, no Estácio. Em 1983, a “Unidos de São Carlos” passou a se chamar Estácio de Sá e contou com integrantes de todo o entorno do bairro. Leia mais AQUI.

G.R.E.S Portela
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela forma, juntamente com a Deixa Falar (atual Estácio de Sá) e a Mangueira, a tríade das escolas fundadoras do carnaval carioca. Carinhosamente chamada de “A Majestade do Samba”, foi fundada oficialmente em 1923 como um bloco carnavalesco, chamado Conjunto Oswaldo Cruz, no bairro de Oswaldo Cruz. Durante a década de 1960, a Portela passou a alugar o Imperial Esporte Club, em Madureira. Pouco a pouco passou a ser vista como uma escola pertencente à Madureira, até que em 1972 se instalou definitivamente no bairro, com a construção do “Portelão”. Leia mais AQUI.

E você conhece alguma escola de samba? Sim, não, gostaria? Compartilhe aqui sua experiência!

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Quer mais opções de passeios “bons, bonitos e baratos” no Rio? Então leia o post Rio de Janeiro com chuva, o que fazer? Esse roteiro dá pra fazer com sol também, rs.

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Sobre o autor: Débora Bordin

Tenho mais (bem mais) de 30, sou jornalista (diplomada), radialista, blogueira, especialista em comunicação empresarial e de turismo sustentável, sagitariana, corintiana, matucha-pantaneira-carioca e turista. Apesar de tudo isso, uma boa moça.

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