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3
2014

O exotismo de La Paz

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Nuestra Señora de La Paz (La Paz, para os íntimos) foi o segundo destino do famtour organizado pelas linhas aéreas Amaszonas e pela Fundtur/MS. Como eu disse no post anterior “A Bolívia é uma bela surpresa”, a ideia foi integrar os destinos, promover mais voos, etc.

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A emoção já começa lá de cima do avião. A Cordilheira dos Andes, minha gente, é algo incrível. E tem cidades no meio dela. O aeroporto fica na cidade de El Alto (uns 4.000 metros de altitude), de onde temos que pegar outro transporte para chegar a La Paz, que fica uns 400 metros para baixo.

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Claro que estávamos igual criança pra descer de teleférico e nosso desejo foi uma ordem. Podem falar o que quiserem do Evo Morales, mas o cara está tentando dar alguma dignidade para aquele povo que, em sua grande maioria, é miserável. Mas nem por esse “motivo” deixam de ser gentis, educados e prestativos.

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A descida de teleférico já é uma atração, pois você avista os Andes, a cidade de El Alto que parece as favelas que conhecemos no Brasil, dá pra ver ainda um enorme cemitério de gavetas e claro, a cara do Evo pregada em todos os lugares. Lá pode. Ah! Sobre a cidade parecer uma favela, eu explico: os guias nos falaram que quem não tem a casa rebocada, não precisa pagar impostos. Então só quem é muito rico tem a casa bonitinha e pintadinha.

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Ainda sobre a arquitetura do lugar, podemos ver vários prédios feitos com o que eles chamam de arquitetura “neo andina” (foto abaixo), muito diferente. Digamos exótica.

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E isso tudo misturado com construções modernistas, em estilo europeu, colonial e outras como por exemplo a antiga estação ferroviária (foto abaixo) feita em estrutura metálica vinda de Pittsburg e projeto de Gustav Eiffel. Sim, o mesmo que projetou a Torre Eiffel em Paris. Tá, meu bem?

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Passamos pela rua colonial (com casas coloniais e museus) mais conservada da cidade, a calle Jaen (foto acima). Em seguida fomos para a praça Murillo, onde ficam o Palácio do Governo, o Congresso Nacional e a Catedral de Nossa Senhora de La Paz.

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De repente bateu uma fome monstra e adivinhem o que comemos? Salteña, señor. É igual, mas é diferente da “nossa” saltenha corumbaense. Prefiro a nossa.

Saindo da praça, fomos dar uma voltinha e já avistamos muitos jornalistas, um começo de protesto, um pipoqueiro com um saco imenso de pipoca e muitas Cholitas, como são carinhosamente chamadas as bolivianas com aqueles trajes típicos de… bolivianas. Cenário de filme.

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A próxima visita foi ao Mercado de Las Brujas. Não tem bruxas lá, mas o comércio leva esse nome porque é onde se encontram todos os tipos de oferendas à “Mãe Terra”, ou Pachamama como é chamada. A maioria das oferendas incluem feto de lhama. Isso mesmo. Mas é para dar sorte, para que se tenha boa saúde, trabalho, proteção, etc. Alguns acham estranho, porém é a cultura local e merece ser respeitada.

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Mas lá no mercado você ainda encontra souvenirs, roupas típicas e artesanatos também, não se assuste.

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Fomos convidados por um hotel para o almoço (delicioso) e de lá fomos para o Vale de La Luna. Lugar surreal que, como o próprio nome diz, parece com o que eu imagino ser a superfície da Lua com morros.

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E para andar nessa superfície lunar acima dos 3.000 metros de altitude, meu amigo, só mascando folhas de coca. É necessário, acredite.

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Finalmente fomos para o hotel. Uma parte do grupo ficou hospedada no Ritz (euzinha na ostentação) e outra parte num outro hotel 5 estrelas no ceeeentro da cidade. Fiquei sabendo depois que os bolivianos de La Paz são bem baladeiros, pois tinha muita gente na rua até 2 da manhã em plena quarta-feira. Palavras de quem ficou no hotel do centro e ouviu o burburinho. Mas enfim, nossos anfitriões também nos levaram para uma balada, o restaurante Peña Huari. Pensa num lugar diferente. Primeiro que se eu passasse na frente sem saber, nem prestaria atenção. Mas lá dentro… duvido alguém não ficar de boca aberta. Não tenho como explicar, melhor mostrar em fotos como é colorido, as comidas, a atração cultural…

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É um lugar de turistas, os nativos não vão. Algo como show de mulata pra carioca.

Pois é. Em cada canto de La Paz, uma surpresa interessante. Isso que nem falei de Uyuni ainda, onde fica o salar. No próximo post eu conto. Por enquanto fiquem com mais imagens de La Paz:

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Sobre o autor: Débora Bordin

Tenho mais (bem mais) de 30, sou jornalista (diplomada), radialista, blogueira, especialista em comunicação empresarial e de turismo sustentável, sagitariana, corintiana, matucha-pantaneira-carioca e turista. Apesar de tudo isso, uma boa moça.

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