mai
24
2011

Paris… mon amour!

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É… seria meu amor se eu tivesse tido mais tempo para ela. Paris foi o resultado de uma longa conexão que tive na vida. Voltava do Japão, onde fui a trabalho e a conexão para o Brasil era de quase 24 horas. Foi aí que aproveitei para um flirt com a Cidade Luz.

Mas antes, não posso deixar de falar da minha passagem pelo terminal 2E (embarque) do Charles de Gaulle (ou Roissy), na ida para o oriente. É um espetáculo, moderno e com todo tipo de conforto. Deu pra passar umas horinhas de conexão (6 ao todo) vendo loja chique e deitada numa das confortáveis poltronas que ficam de frente para uma parede de vidro, vendo avião subir e descer.

E na volta do Japão para Paris, queria era sair logo do terminal de desembarque e acabei nem percebendo se também era bacana. Acho que não era. Enfim… Não me lembro o valor, mas o táxi ia ficar bem caro para fazer o trajeto de 23 km do aeroporto até Paris, então a melhor pedida foi o metrô. Ah… tente saber algumas palavras em francês, pelo menos um “bonjour”, senão eles ficam um pouco irritados quando têm que explicar tudo em inglês… tenha você a paciência, ok? E pegue seu mapinha do metrô pra facilitar. É de graça.
Cheguei à noite e como eu teria (que sacrifício) que passar o restante da noite e um dia inteiro por lá, fiquei num hotelzinho bem simples e com um quarto minúsculo mas… honesto. E ainda pertinho da Torre Eiffel. Eu já estava exausta, pois trabalhava o dia todo em pé lá no Japão. Andava muito e ainda enfrentei cerca de 12 (!!!) horas de vôo até a França… mas eu estava em Paris! Larguei as malas, sacudi a poeira e fui pra vida.
P1030858A primeira visão que tive quando esqueci o cansaço… foi ela: La Tour Eiffel. Majestosa e brilhante em seus 324 metros de altura. É, ela brilha à noite (vou colocar um videozinho pra vocês verem) de hora em hora, por 5 min, das 21h à meia-noite. Segui para o Campo de Marte, lotado de turistas, para olhar mais de perto e descansar um pouco na grama. Fiquei um pouco ali, mas não aguentei e fui bater perna munida do meu mapa turístico da cidade (que também é de graça). Fui direto pra Champs Elysees, uma das avenidas mais famosas do mundo. Pelo caminho uma bela surpresa: uma exposição de fotografias do brasileiro Julio Bittencourt e, numa delas, um símbolo muito querido por quem vos fala, como podem ver na foto ao lado… Ainda no caminho, peguei uma pedra parisiense para dar de presente ao meu amigo Gustavo, colecionador de pedras (!) do mundo (cada uma com sua mania, né?).
P1040027A Champs Elysees é badaladíssima. Todos os cafés lotados. Sentei num e pedi um café, claro. Mas isso foi depois de ter perambulado pelas lojinhas, comprado presentinhos e um blush que tenho até hoje… um luxo! A noite foi curta pra mim, pois meus pés estavam em frangalhos e “fui pra casa” tomar meu prazeroso banho e dormir o sono dos justos.
Relógio despertou cedo (essa parte foi difícil), pois eu não tinha muito tempo a perder. Com olheiras homéricas escondidas em quilos de corretivo, fui à luta. O plano era chegar cedo na fila e subir até o final da Torre Eiffel. Questão de honra e compromisso. Achei o máximo andar num dos elevadores mais interessantes que ouvi falar na vida… me diziam que era o único do mundo que não andava só na vertical, não sei se é verdade. A fila já estava grande quando cheguei, mas foi rápido depois que começou a fluir. São três níveis e subi até o último para ser recompensada por uma vista maravilhosa da cidade inteira e ainda ver Gustav Eiffel confabulando com os seus. As estátuas, né?
CITY TOUR
P1040165Quando desci precisava de mais um plano… e por falta de tempo só me restava fazer um city tour, não teve jeito :/ Paguei 24 euros que davam direito a 2 dias de passeio e entrei num ônibus que estava estacionado ao lado da Torre. Mas como eu só tinha algumas horas, fui descendo nos pontos turísticos e tentando dar uma voltinha pelos arredores até passar outro ônibus vermelho que me levasse até o ponto turístico seguinte. Não sou nem um pouco fã de city tour, mas cansada do jeito que estava e correndo contra o tempo foi até legal. E nessa levada consegui passar rapidamente pelo Museu do Louvre, Assembléia Nacional, Catedral de Notre-Dame, Museu d´Orsey, Ópera de Paris, Galeria Lafayette e Praça do Trocadero.
De todos esses lugares que passei no City Tour, desci na NOTRE-DAME, que tinha uma fila imensa pra entrar, então nem me arrisquei. Andei por ali e comprei uns chaveirinhos para dar de presente e duas gravuras que iriam enfeitar minha casa posteriormente. Feliz da vida, de lá fui caminhando até o LOUVRE, sempre namorando o Rio Sena. Chegando no museu entrei no “pátio” para ver a tal pirâmide de vidro (que estava em reforma) e fotografar. Aí, como minha mãe diz que só não perco a cabeça porque está grudada, deixei meus souvenirs na muretinha onde eu tinha parado para umas fotos. P1040257Resultado: como já estava brava comigo por ter esquecido uma sacola em Berlim (Fascinante Berlim), voltei à pé até a lojinha próxima a Notre-Dame e comprei tudo i-gual-zi-nho. Humpf!
Bem, depois dessa pernada já estava cansada de novo. Peguei meu ônibus do city tour e fui até a GALERIA LAFAYETTE. O lugar é deslumbrante e um paraíso de compras de coisas caras. Não comprei nem um alfinete, rsrs. Tomei meu rumo e voltei ao ônibus que me levou para a Praça do Trocadero, que é relativamente perto do meu hotelzinho de descanso. Mas antes de ir me arrumar e voltar para o aeroporto, sentido Brasil, fui até o Arco do Triunfo para um registro.
Saí de lá quase correndo para tomar um banho e ir pro Charles de Gaulle. No meio do caminho outra surpresa: uma mulher pediu informação pra mim… em francês! Será que eu tenho cara de local? rsrs. Ah! Pra eu ir ao para o aeroporto, o hotel ligou para um serviço de Van, que ficou até barato porque vai passando nos hotéis e pega uma galera. Vale a pena.
E esse foi meu breve romance com Paris. Espero voltar com mais calma… ufa. 
 
Au revoir, c´est fini;
 
Para ver mais fotos de Paris, clique AQUI.

Veja a Torre Eiffel brilhando! Linda!

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Sobre o autor: Débora Bordin

Tenho mais (bem mais) de 30, sou jornalista (diplomada), radialista, blogueira, especialista em comunicação empresarial e de turismo sustentável, sagitariana, corintiana, matucha-pantaneira-carioca e turista. Apesar de tudo isso, uma boa moça.

7 Comentários+ Comentar

  • Também não sou muito chegada nesses city tours, mas realmente é a melhor opção quando temos muito pouco tempo na cidade!
    Porém muita gente passa rapidamente por Paris e comenta que foi mal_tratado e tal (não estou dizendo que é o seu caso!), mas lembrar que em uma visita rápida assim, 99% das pessoas que cruzamos nas ruas nem franceses são… A maioria são turistas, e os trabalhadores ligados ao turismo em Paris, empregos menos valorizados, tb são são praticamente ocupados por estrangeiros ou descendentes…
    E o metrô, é um dos mais antigos do mundo e ums dos mais utilizados, por pessoas de TODAS as classes sociais. pelo lado antigo, não tem ventilação, saída de ar, etc… Se UMA pessoa fedida entra, o metrô fica fedendo por uma semana pois o ar não se renova. Mas tudo depende das linhas, aquelas que passam pelos lugares mais pobres serão mais sujas e “estranhas”, outras são bem limpinhas e só tem gente loirinha…
    P.S.: muito complicado de comentar no seu blog, tanta burocracia :(

    • Oi Milena,
      Pois é, fui tratada rispidamente numa padaria, mas também nem dei muita bola. Até porque já sabia da fama dos franceses.
      Quanto ao metrô, como disse num outro comentário, presenciei cenas surreais, como uma mulher trocando as roupas íntimas numa plataforma como se fosse a coisa mais normal do mundo, rsrs.
      Ah! Estou tentando resolver essa burocracia dos comentários.
      Realmente é muito chato, mas tenho que pedir ajuda a um profissional, sou leiga no assunto de programação.
      Um beijo e obrigada pela paciência! :)

  • A minha visita a Paris também foi assim……..estava voltando de outro lugar e tive que ficar 1 dia inteiro em Paris. Nunca saí do Brasil para ir à Paris, outras ocasiões também foram de passagem. Mas vou confessar uma coisa,não gostei de Paris. Devo ser a única pessoa desse mundo que diz isso,pois todos amam ! com certeza tenho que passar mais tempo na cidade, para ver se mudo de opinião !!!

    bjoss LuRussa

    • Lu,
      Sabe que eu tive a mesma impressão qdo estava lá?
      Senti medo no metrô, achei algumas pessoas mal-educadas… enfim.
      Só comecei a achar legal depois que cheguei no Brasil e vi as fotos e me lembrei da minha passagem por lá.
      Acho que preciso voltar também, com mais tempo, pra me apaixonar :)

      • meu, sem brincadeira….achei tão fedida Paris ! como pode uma cidade “romântica” ter aquele odor. (risos)
        O povo é mal educado, grosseiro e feio.
        Me senti hostilizada o tempo todo, realmente fiquei com medo de assalto.
        Foi o pior metrô que entrei em minha vida, muito sujo, fedido e gente estranha.
        Resumindo, odiei Paris. hahahah

  • E nem foi dar oi para o Jim Morrison.=(
    Paris, com tempo, deve ser legal.

  • Paris em 24 horas foi uma maratona…

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